Caso
Plurifil: loja, ERP, fábrica e armazém
A Plurifil fabrica produtos de cuidado automóvel em Portugal, com marca própria e décadas de mercado. Manteve o programa de faturação e contabilidade certificado que já usava. Por cima dele, a Draypec construiu quatro sistemas: a loja online, um ERP interno para o escritório, uma app em tablet em cada linha de produção e uma app de picking no armazém.
- Empresa
- Plurifil
- Setor
- Fabricante de cuidado automóvel, marca própria, Portugal
- Construído
- Loja online, ERP interno, sistema de chão de fábrica, app de picking
- No ar e verificável
- plurifil.pt
- Crescimento medido
- Abril a julho de 2026
- Contado a
- 3 de agosto de 2026
Origem. A Draypec nasceu deste trabalho. O fundador construiu estes sistemas dentro da Plurifil antes de criar a agência.
A situação
A Plurifil não tinha forma de vender ao cliente final. O programa de faturação fazia o que a lei obriga: faturas, contas, impostos. Não respondia às perguntas do dia: a margem real de um artigo, uma rutura de stock a caminho, o que produzir a seguir.
Uma encomenda entrava num sítio e alguém escrevia-a outra vez noutro. O armazém conferia-a numa folha impressa. Os tempos de afinação das máquinas eram estimados de memória. Tirar de lá um número obrigava a esperar que alguém exportasse um ficheiro, e as decisões acabavam num Excel ao lado.
Uma fronteira escrita antes do código
O programa certificado continua a emitir as faturas e continua a ser o registo que a contabilidade e a Autoridade Tributária reconhecem. A camada nova assenta por cima, onde as pessoas trabalham o dia inteiro, e o que fica em cada uma foi escrito primeiro.
- Dentro da camada nova
- Encomendas, stock, compras, produção, fichas de clientes (CRM) e análise de vendas.
- Ficou onde estava
- Contabilidade, impostos, salários e banca.
Os quatro sistemas
Loja online
A primeira da Plurifil, feita de raiz: um catálogo com variantes e kits, um tema desenhado para a marca e para o telemóvel primeiro, e um checkout com os meios de pagamento portugueses. Corre em Shopify, e plurifil.pt está no ar para quem quiser ver.
ERP interno
O escritório trabalha aqui: encomendas, stock, custos e produção num sítio só. As encomendas de todos os canais entram aqui e são conferidas contra as faturas emitidas. O stock tem alertas de rutura e sugestões de compra calculadas a partir do stock de segurança e dos prazos de entrega; entram como rascunho, e uma pessoa aprova, encomenda ou cancela. A margem por artigo usa os custos reais guardados no programa certificado. A 1 de setembro de 2026 o catálogo tinha 662 referências.
Sistema de chão de fábrica
Um tablet em cada linha de produção. O operador regista a afinação da máquina no momento em que a faz, numa app pensada para ser usada de pé e com luvas. O tempo chega ao painel do ERP interno diretamente da linha.
App de picking
As encomendas da loja chegam diretamente do Shopify. Quem prepara a encomenda usa a câmara do aparelho como leitor de códigos de barras, artigo a artigo, e a encomenda só fecha quando tudo bate certo. A prova da preparação fica guardada no ERP interno.
Como se liga sem partir nada
- Desligado por omissão
- A escrita no programa de faturação está desligada por omissão. Cada tipo de documento tem o seu interruptor, para que ligar um deixe os outros desligados.
- Uma fila, com repetição
- Todos os documentos passam primeiro por uma fila. A repetição é automática, e um documento que continue a falhar vai parar a uma pessoa.
- Uma pessoa assina
- Os documentos chegam lá como provisórios, e é uma pessoa que os assina.
- Uma direção por campo
- O stock real vive no programa certificado e é publicado para a loja. A regra está escrita no código.
A AI em uso todos os dias
Toda a AI em uso ali segue uma regra: a AI propõe, a pessoa decide.
- Documentos que viram rascunho
- Um PDF ou uma fotografia de uma encomenda ou de uma guia, de qualquer parceiro, volta como rascunho no mesmo formato que o Excel produzia. Se não conseguir ler o ficheiro, diz que não conseguiu.
- Encomendas por email
- Uma encomenda que chega por email de um cliente empresarial passa a rascunho de encomenda. Uma linha que a AI não consegue ler fica de fora e baixa a confiança dessa leitura, para quem aprova saber onde olhar.
- Perguntas sobre o negócio
- A equipa faz perguntas em português. O assistente responde a partir de indicadores já calculados, e os números financeiros em bruto ficam dentro da empresa.
Nada se aplica sem uma pessoa confirmar. Depois, o sistema verifica permissões, executa e regista quem fez o quê.
- Loja online → ERP interno encomendas
- Loja online → App de picking encomendas da loja
- App de picking → ERP interno prova da preparação
- Chão de fábrica → ERP interno tempos de afinação
- ERP interno → Programa certificado rascunhos a assinar, desligado por omissão
- Programa certificado → ERP interno custos, faturas e stock
- Programa certificado → Loja online stock · num só sentido
Os números e o que medem
Contado no código e na base de dados a 3 de agosto de 2026: 35 contas de utilizador em nove papéis; 600 rotas de aplicação e 199 tabelas de dados; 3.461 testes automáticos.
As contas mostram quantos acessos o software serve, em nove papéis. As rotas e as tabelas mostram quantos ecrãs e tipos de registo cobre. Os testes mostram com que cuidado cada alteração é verificada antes de entrar em uso.
| Medida | Abril | Julho |
|---|---|---|
| Rotas de aplicação | 217 | 600 |
| Tabelas de dados | 87 | 199 |
| Testes automáticos | 323 | 3.461 |
O sistema já existia antes de entrar em controlo de versões, por isso estes números medem quatro meses de crescimento, e o sistema é mais antigo do que isso.
Cada entrega fica registada, uma a uma, com uma verificação de que o sistema ficou a funcionar. As tarefas automáticas correm em ciclo, cada uma com um interruptor para desligar. Os incidentes ficam registados com data e correção, incluindo os causados pela própria Draypec.
Fonte: Caso de estudo da Draypec, 3 de agosto de 2026.
O que este caso não prova
O retorno do investimento fica fora deste caso: nenhuma poupança foi medida de forma auditável. A Draypec construiu estes sistemas, ligou-os e mantém-nos a funcionar, e é essa a afirmação que o caso sustenta.
O ERP interno deixa a contabilidade, os salários e os impostos aos programas feitos para isso, por decisão, e nunca emitiu uma fatura legal. Partes dele só servem à Plurifil, como o módulo de produção química. A estrutura e o método passam para outra empresa. O código não está à venda.