Como migrar do WooCommerce para Shopify sem perder SEO?
O Shopify impõe a sua própria estrutura de URLs — /products/ e /collections/ — e não a deixa alterar. Isso significa que todas as URLs de produto e categoria mudam, sem excepção. O que preserva o posicionamento é um mapa de redirects 301 de cada URL antiga para a nova, feito antes do lançamento, mais a migração dos meta-títulos e descrições que já existem. Feito assim, a perda é temporária e recupera-se; feito sem mapa, perdem-se posições que levaram anos a construir.
O problema concreto
O WooCommerce corre em WordPress e deixa escolher a estrutura de URLs. O Shopify não. Os prefixos são fixos e não há definição que os altere:
| Tipo | WooCommerce (típico) | Shopify (obrigatório) |
|---|---|---|
| Produto | /produto/nome-do-artigo | /products/nome-do-artigo |
| Categoria | /categoria-produto/nome | /collections/nome |
| Loja | /loja | /collections/all |
| Blog | /o-titulo-do-artigo | /blogs/nome-do-blog/titulo |
Ou seja: todas as URLs indexadas mudam. É por isso que uma migração mal feita destrói posicionamento — não por o Shopify ser pior para SEO, mas por metade das ligações que o motor de busca conhece passarem a devolver erro.
A documentação da Shopify refere /products,
/collections e /collections/all como caminhos
fixos da plataforma. O que é editável é o handle — a parte final da URL —
no admin, em Handle ou em Edit website SEO.
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O mapa de redirects
A peça central do trabalho. Antes de lançar, faz-se o levantamento de todas as URLs que o site tem indexadas e cria-se, para cada uma, um redirect 301 para a equivalente nova. O Shopify aceita importação em massa por ficheiro, o que torna o volume gerível.
Se os handles forem controlados na migração — em vez de deixados ao automatismo — o mapa faz-se 1 para 1 sem adivinhação. É a diferença entre um ficheiro gerado e centenas de correspondências feitas à mão.
O que migrar além do texto
- Meta-título e meta-descrição de cada produto e categoria — não só o conteúdo
- Texto alternativo das imagens, que carrega procura própria
- Artigos de blog com as datas originais, não a data da importação
- Dados estruturados: Product, Breadcrumb, Organization
- Ficheiro sitemap.xml novo, submetido depois do lançamento
- Ligações internas a apontar para as URLs novas, não através dos redirects
Onde estas migrações correm mal
- Redirects deixados para depois do lançamento — o estrago dá-se nos primeiros dias
- Só os produtos redirecionados; categorias, blog e páginas esquecidos
- Cadeias de redirects: a URL antiga aponta para uma que aponta para outra
- Meta-descrições regeneradas automaticamente, apagando texto já otimizado
- Loja nova lançada com bloqueio a motores de busca ainda ativo
- URLs com filtros e parâmetros que estavam indexadas e ninguém mapeou
- Contar com redirects a partir dos caminhos fixos — não é possível criar um redirect que saia de
/productsou/collections/all
Ordem de trabalho
Exportar a lista de URLs indexadas → decidir os handles novos → migrar catálogo com metadados → construir o mapa de redirects → montar dados estruturados → verificar em ambiente de pré-produção → lançar, remover o bloqueio a motores de busca, submeter o sitemap → acompanhar erros 404 nas primeiras semanas e corrigir o que escapou.
O acompanhamento pós-lançamento faz parte do trabalho. Há sempre URLs antigas que ninguém previu e que aparecem nos relatórios de erro — apanhá-las nas duas primeiras semanas é o que separa uma migração limpa de uma que sangra tráfego durante meses.
Atualizado a 2 de agosto de 2026. Escrito por Duarte Raposo, Draypec.
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